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Com um roteiro despretensioso e bem executado, o elenco brilha fazendo o que faz melhor e entrega um filme divertido e inteligente.

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Vinte anos depois do sucesso meteórico do grupo Chocante, Téo (Bruno Mazzeo), Tim (Lucio Mauro Filho), Tony (Bruno Garcia) e Clay (Marcus Majella) se reencontram. Orientados pelo prestigiado empresário Lessa (Tony Ramos), os amigos retomam os ensaios com o novo integrante Rod (Pedro Neschling), para a felicidade da eterna líder do fã clube Quézia (Debora Lamm). Essa é a premissa, e o elenco, de Chocante.

Com um roteiro despretensioso e bem executado, o elenco brilha fazendo o que faz melhor e entrega um filme divertido e inteligente. A construção da boy band fictícia dos anos 90 e sua nova versão, com os ex-integrantes todos mais velhos, fora de forma e em contraste com um novo ídolo youtuber que Pedro Neschling interpreta é algo que qualquer um que foi jovem nos anos 90 pode se identificar. Com os antigos ídolos trabalhando como motorista de uber e anunciante de supermercado, os personagens ficam carismáticos e esse choque de realidades gera situações muito divertidas.

Mesmo quando se aventura um pouco fora da comédia, trazendo uma trama de reconciliação entre Téo e sua filha, o filme evita cair no piegas e tem a dose certa de melosidade para não estragar a graça e ainda ter um arco emocional bem trabalhado. Desta forma, o filme também evita ser apenas um conjunto de situações engraçadas vagamente conectadas com uma desculpa qualquer, e se torna uma história coesa.