Editor's Rating

10
NOTA:

Darren Aronofsky é conhecido por criar obras de drama psicológico que deixam os expectadores atônitos e sem saber o que esperar de seus desfechos. Foi assim em Cisne Negro e Requiem Para Um Sonho, suas produções mais conhecidas e aclamadas, e também, é o que acontece em seu mais novo filme, Mãe! Escrito e dirigido por Aronofsky, o longa traz uma atmosfera carregada de metáforas e comparações com temas voltados ao amor, dedicação fervorosa, devoção e sacrifício. Passar dessa linha tênue é contar muitos spoilers sobre o andamento da narrativa, porém o que se deve ter em mente quando se assistir é estar aberto à outras interpretações possíveis e que fazem qualquer sinopse parecer “fichinha”.

 

Em ‘Mãe!’, a relação de um casal que vive numa casa no meio do nada é testada quando visitantes não esperados chegam para atrapalhar a tranquilidade da família. “Mãe” (Jennifer Lawrence) é a devotada esposa de um escritor, “Ele” (Javier Bardem), que está passando por dificuldades em conseguir inspiração para continuar seu trabalho. Eis que ao acaso um “Homem” (Ed Harris) bate à porta do casal e inesperadamente acaba fazendo parte de suas vidas. Após a chegada desse recém visitante sua esposa segue em sua procura, “Mulher” (Michelle Pfeiffer). Daí a trama está armada e situações estranhas acabam se desenrolando em decorrência dessas repentinas aparições.

Os acontecimentos à seguir são simplesmente efeitos das relações que se desenrolam a partir desses contatos. As atuações estão mais perfeitas do que nunca e isso mostra um trabalho de preparação de elenco na qual quem conhece os trabalhos anteriores de Aronofsky, sabem que acontecem de maneira incrível. Lawrence está em um de seus melhores momentos e sua personagem conduz com maestria os desdobramentos da história. Bardem também não fica por trás e mostra o quão versátil pode ser. Pfeiffer e Harris são mais que um plus no filme, são a cereja do bolo. Ainda contam com as participações dos irmãos Gleeson, Domhnall e Brian.

Cada detalhe é crucial para o entendimento da trama. Desde os sons de passos, batidas na porta, ranger de móveis que se fazem exageradamente altos até as cortadas de cenas que tem como foco principal a visão da personagem “Mãe” trazem uma carga de suspense/terror que fazem os expectadores não desgrudarem um minuto sequer da telona. Com isso, fazendo a produção não apenas ser um drama, mas podendo despertar sustos e expressões de medo e aflição ao serem exibidas. Entretanto, em alguns momentos se sentirá que “o fio da meada” está sendo perdido e caras de pessoas desesperadas por compreensão podem surgir, contudo faz parte da condução da narrativa e bem desenvolvida, diga-se de passagem.

Com distribuição da Paramount Pictures, o filme chega aos cinemas brasileiros em 21 de setembro. Embora já tenha sido vista pelo público internacional, não comprometerá em nada a recepção do filme para nós, nem tão pouco a crítica local. Abaixo você pode conferir o trailer: