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Para quem procura entretenimento rápido em forma de violência, O Estrangeiro é uma boa pedida. Quem espera um roteiro elaborado, entretanto, faria melhor procurando em outro lugar.

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Premiado pelo clássico de 1998, A Máscara do Zorro, Martin Campbell volta dirigindo um thriller político, dessa vez produzido e protagonizado por Jackie Chan.

Baseado no livro The Chinaman, de Stephen Leather, O Estrangeiro nos introduz em ritmo devagar à história de Quan, um homem cuja vida pacata gira em torno de seu restaurante chinês em Londres.

A rotina se decompõe quando uma autoproclamada “divisão autêntica do IRA” explode uma boutique, assassinando sua única filha. Frente à brutalidade do terrorismo e a imobilidade do governo para resolver a situação, Quan inicia uma vendeta solitária em busca da identidade dos criminosos.

A narrativa requentada nublou até o carisma de Jackie Chan 

A falta de expressão na atuação de Chan é quase convincente no papel de um pai abatido que teve o sentido da sua vida tomado à força, e o brilhantismo de Pierce Brosnan representando um oficial corrupto do governo britânico ajuda. No entanto, o desenlace da narrativa se mostra crescentemente previsível, deixando no público a sensação de estar assistindo a uma versão requentada de outras obras.

O que poderia ser uma perspectiva convincente e entusiástica do cidadão comum resistindo a um sistema falido — principalmente considerando-se a origem literária do roteiro — soa como uma colcha de retalhos costurada somente para justificar as trocas de tiro e as nostálgicas artes marciais de Jackie Chan, especialmente intrigantes no papel de um senhor de 61 anos.

Para quem procura entretenimento rápido em forma de violência, O Estrangeiro é uma boa pedida. Quem espera um roteiro elaborado, entretanto, faria melhor procurando em outro lugar.