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Embora alguns cenários ainda conseguem passar o charme do mundo da Torre Negra, a aventura épica vira um formulaico de filme de aventura hollywoodiano.

6

Baseado na série de 7 livros de Stephen King, A Torre Negra conta a história de Roland (Idris Elba), o ultimo pistoleiro de Eld, e sua luta contra o Homem de Preto (Matthew McConaughey). Entre eles está Jake Chambers (Tom Taylor), um garoto sensitivo de Nova York que pode ser a chave para salvar ou destruir a Torre Negra.

Infelizmente o filme não transporta para as telas a magnitude épica dos livros. O roteiro é fraco e retira todo peso dos personagens. Apesar de Idris Elba montar uma atuação carismática e seu Roland fazer jus ao personagem original, o Homem de Preto de McConaughey não está tão memorável quanto o vilão deveria ser e embora Tom Taylor consiga emprestar um charme estranho a Jake Chambers, o personagem foi transformado em um protagonista hollywoodiano médio e sua história não tem mais metade da força — e impacto emocional — que tinha nos livros.

A história como um todo perde suas características épicas, sendo apresentada em um formato formulaico de filme de aventura hollywoodiano. Embora alguns cenários ainda conseguem passar o charme do Mundo Médio da Torre Negra, a força épica que “Os Pistoleiros” já foram e o o senso de perda de Roland por ser o último não estão lá. As sequências de ação do filme enfraquecem a caracterização do que seria ser um Pistoleiro, com apenas uma cena que busca construir o mito em volta, e todas as demais não só não contribuindo mas contradizendo partes do mito.

O filme se vende como uma continuação a série de livros, um papel que não é particularmente bem sucedido já que a história espelha, mesmo que não muito bem, alguns eventos do primeiro livro. A idéia de ciclos que deveria vender não é reforçada de nenhuma forma significativa no filme. O que temos é basicamente uma versão “filme de ação padrão” para a saga de King, e um que nem sequer pode ser chamado de um bom filme.