Editor's Rating

8.5
NOTA

Um mistério envolvente, que te prende desde o início. A garota no trem da escritora Paula Hawkins, que começou a escrever comédias românticas em 2009 mas só conseguiu sucesso comercial com a obra “The Girl on the Train”. Lançada pela editora Galera record em 13 de janeiro de 2015 nos leva a um cenário sombrio e meio tempestuoso da cidade de Ashbury, onde conhecemos um caso que choca a cidade pacata.

A história narrada pela personagem principal nos leva a um caso intrigante. Rachel sempre pega o trem para ir ao trabalho as 8:04 de Ashbury a Londres e observa, quando o trem para no sinal vermelho no meio do caminho, uma casa de número 15 que se localiza em seu antigo bairro, um casal – os quais ela apelida Jason e Jess – que pra ela personifica a perfeição em forma de casal. Rachel se encontra em um estado depressivo após ser abandonada por seu marido Tom.

Essa instabilidade acaba fazendo com que ela se entregue a bebida e por consequência dificulte o esclarecimento do que estar por vir. Rachel presencia algo terrível que está envolvido com a morte de Megan Hipwell, a mulher que ela sempre admirava do trem, a caminho do trabalho. Mas o que realmente aconteceu? Será que ela matou a Megan? Será que ela presenciou sua morte? . Ela presencia uma cena que a deixa abalada e resolve contar a polícia o que aconteceu e, sem querer acaba se envolvendo na situação e com todos os envolvidos no caso. Em meio ao torpor de sua sanidade e conflitos que se alastram durante a narrativa, você desperta uma sede de curiosidade sobre o que realmente aconteceu.

 

Perdi o controle sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça.

 

Um enredo que traz a tona a questão de como, muitas vezes a mulher sempre parece frágil, fácil de enganar, manipulável, não se importando com coisas úteis e no final das contas mostra o poder que realmente existe nela, quando fica cansada de tanto desprezo e negligência dando a volta por cima. Acompanhe essa narrativa e se surpreenda com um final arrebatador e surpreendente.

O livro foi adaptado para os cinemas tendo sua estreia em 27 de outubro de 2016.

Em alguns momentos o livro toma uma narrativa arrastada, como se não fosse sair do lugar mas tem uma resiliência perspicaz. Pode ser uma boa leitura para se fazer em um final de semana.

Texto enviado por Ed Viegas