É a partir de questões de alto aceitação, a vida durante o colegial, problemas financeiros, vida social e perrengues com os familiares que o filme Lady Bird: É Hora de Voar conduz brilhantemente a uma hora e 32 minutos de produção. O filme é dirigido pela atriz e então diretora de filmes da cena independente do movimento Mumblecore, Greta Gerwig.

Um nome dado por mim, para mim!

É assim que Christine “Lady Bird” McPherson justifica seu codinome um tanto quanto excêntrico. E nos proporciona uma maior aproximação consigo. Nos fazendo, inicialmente querer saber sobre as suas ambições, desejos e sonhos.

Na produção contamos com grandes nomes do cinema como Laurie Melcalf e Tracy Letts. E os então “queridinhos” da cena atual Soairse Ronan (Um Olhar do Paraíso) e Timothée Chalamet, que também chamou grande atenção protagonizando uma das apostas desse ano do Oscar, Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name). Abaixo foram listados 7 motivos para que você confira essa grande produção que já teve enorme aceitação na premiação do Globo de Ouro, levando as categorias de melhor triz em filme de comédia/musical para Ronan e melhor filme de comédia/musical (confira aqui a lista completa com os vencedores: http://setimacabine.com.br/lista-completa-dos-vencedores-do-globos-de-ouro-2018/).

 

#7 – A locação:

A história se passa em Sacramento, na Califórnia e explora bastante os parques, as casas coloniais, as pontes e as construções características da cidade. O que acaba trazendo um clima de local bastante populoso, devido os ambientes que são frequentados durante o filme, mas de que eles são tranquilos e rotineiros. Durante o longa é bastante visto casas enormes e com grandes jardins que se mostram como sendo as preferidas de Christine (Ronan) e ela e sua amiga Julie (Beanie Feldstein) passam horas imaginando quais são os seus moradores e as suas histórias. Sem contar a fotografia que essas ambientações proporcionam. Privilegiando, muitas vezes, a grande quantidade de áreas verdes do estado.

Lady Bird

#6 – A atmosfera do colegial:

Em meio ao cotidiano de colégio de freiras é que a protagonista se vê entrando em conflito para manter suas notas em dia e ainda poder se engajar em atividades extracurriculares que favoreçam seus desejos futuros. Uma de suas grande aliadas durante esse período é sua amiga, Julie (Feldstein), que está sempre junto de Lady Bird. Embora as complicações com amizades, colegas de classe e professores possam aparecer, o que prevalece é o tortuoso caminho que os jovens passam durante suas formações básicas. Por se tratar de um filme que mostre nuances de uma garota do colegial e todas as suas aflições e aspirações, o filme traz uma carga de emoções es tensões voltadas para a formação do caráter da personagem.

#5 – Os dramas familiares:

Nesse quesito Lady Bird tem bastante dificuldade em expressar as emoções certas, nos momentos certos, para as pessoas certas. Ela vive em pé de guerra com sua mãe, que embora lhe ame, anseia o seu melhor depositando as suas aflições e desejos na filha. Se pode perceber, então, uma atmosfera muito carregada de conflitos e pontos de vistas distintos que são traçados de maneira brilhante de acordo com as situações problemáticas que aparecem. A família é de classe popular e Lady Bird tem sempre que driblar os impasses que a falta de dinheiro pode trazer ao seu dia-a-dia, porém é incrível ver os momentos onde ela se dá extremamente bem com o pai e os momentos em que não está zangada com a mãe.

Lady Bird

#4 – As desventuras de ser adolescente:

Depois de já ter comentado sobre os conflitos com sua mãe, as preocupações que acometem pessoas com baixos orçamentos, as dificuldades da formação básica e os caminhos tortuosos do colegial o que acaba faltando para comentar sobre “as aflições de uma adolescente”? Os relacionamentos! Sim, uma das partes dessa narrativa que acaba sendo bem ligada ao outros motivos já citados é a vida amorosa de uma garota de 17 anos. Que se vê apaixonada por um garoto do grupo de teatro e tem seu relacionamento finalizado por motivos inesperados. E as descobertas que veem com a puberdade e a ebulição dos  desejos mais internos. Mais uma parte brilhante retratada na narrativa.

Lady Bird

#3 – Laurie Metcalf:

A atriz veterana e que traz um dinamismo para esse cenário conflituoso da personagem de Soairse. As duas estão muito bem juntas e cada momento é bem mais que simples atuação, chega a ser uma maneira de como se aprender a lidar com as situações difíceis na qual passamos em família.

#2 – A diretora:

E também responsável pelo roteiro (original) da trama, que trabalha com filmes da cena independente (Mumblecore) e tão brilhantemente conseguiu mostrar uma figura característica e subjetiva, mas que em muito se espelha em um esteriótipo do cotidiano de maneira simples e clara. Sem deixa de transparecer as nuances cruas da juventude.

Lady Bird

#1 – Saiorse Ronan:

Atriz irlandesa que nasceu no bairro de Bronx em Nova Iorque e já nos presenteou com tantos outros trabalhos onde foram possíveis perceber um show de atuação e comprometimento com a telona. Em Lady Bird, Saiorse no transporta para as aflições da personagem e serve de fio condutor para o desenrolar de toda a trama. Ou seja, ela está em um dos seus melhores trabalhos, do momento, e promete causar muitas emoções.

 

Lady Bird: É Tempo de Voar tem sua estreia no Brasil para o dia 15 de fevereiro e vale muito a pena ser levado em consideração como um filme que trata sobre juventude e suas aflições. Confira baixo o trailer: